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Olheiras: por que aparecem e quais tratamentos podem ajudar

As olheiras estão entre as queixas mais frequentes nos tratamentos faciais porque podem transmitir aparência de cansaço, olhar triste e envelhecimento mesmo quando a pessoa está descansada.

Mas existe um ponto importante: nem toda olheira é igual.

Antes de escolher qualquer tratamento, é necessário compreender qual fator predomina em cada caso.

Por que as olheiras aparecem?

As olheiras podem surgir por diferentes motivos.

Na experiência de Simone Rebouças na Boa Forma Estética, diferentes fatores podem estar relacionados ao aparecimento ou à intensificação das olheiras, entre eles:

  • características anatômicas e formação óssea;

  • pigmentação da região;

  • fatores vasculares;

  • processos alérgicos;

  • noites mal dormidas;

  • combinação de mais de um desses fatores.

Por isso, duas pessoas com aparência semelhante podem precisar de estratégias completamente diferentes.

Olheiras estruturais

Algumas olheiras estão relacionadas à anatomia da região abaixo dos olhos.

Quando existe maior profundidade ou perda de suporte, forma-se uma sombra que pode deixar o olhar mais marcado.

Nesses casos, não necessariamente existe excesso de pigmentação.

A avaliação precisa identificar se o aspecto escuro é realmente uma alteração de cor ou se é causado principalmente pela profundidade da região.

Olheiras pigmentares e vasculares

Em outros casos, a principal característica é a alteração da coloração da pele.

Ela pode apresentar tonalidade:

  • amarronzada;

  • arroxeada;

  • avermelhada;

  • escurecida.

A origem pode envolver pigmentação, vascularização ou uma combinação de fatores.

O tratamento precisa ser escolhido de acordo com essa característica predominante.

Alergia e noites mal dormidas podem piorar as olheiras?

Sim.

Processos alérgicos e noites mal dormidas podem deixar a região dos olhos mais escurecida ou com aspecto de cansaço.

Isso não significa que sejam necessariamente a única causa da olheira, mas podem agravar uma condição já existente.

Por isso, compreender hábitos e histórico da pessoa também faz parte da avaliação.

Existe um tratamento único para todas as olheiras?

Não.

Esse é um dos pontos mais importantes.

Na Boa Forma Estética, conforme a avaliação, podem ser considerados diferentes recursos:

  • preenchimento com ácido hialurônico;

  • ácidos leves apropriados à região;

  • bioestimuladores;

  • fios finos voltados ao estímulo de colágeno;

  • ativos clareadores;

  • Laser Pisom;

  • cuidados domiciliares específicos.

A escolha depende da causa predominante e das características individuais.

Quando o preenchimento com ácido hialurônico pode ser indicado?

Segundo Simone Rebouças, o preenchimento com ácido hialurônico pode ser considerado principalmente quando existe um componente estrutural, com maior profundidade na região abaixo dos olhos e formação de sombra.

Nesse caso, o objetivo não é simplesmente aumentar volume.

A proposta é melhorar determinados pontos de suporte e suavizar a transição da região quando houver indicação.

Por ser um procedimento injetável e realizado em uma área delicada, o planejamento deve ser feito por profissional habilitado.

E quando o problema é pigmentação?

Quando o componente predominante é pigmentado, o preenchimento não é necessariamente a solução.

Podem ser considerados:

  • ativos clareadores;

  • ácidos apropriados;

  • tecnologias voltadas à qualidade da pele;

  • Laser Pisom, conforme avaliação.

O Laser Pisom pode ser usado para olheiras?

Sim, em alguns casos.

Na Boa Forma, o Laser Pisom pode fazer parte do planejamento quando as características da olheira e da pele indicam o uso da tecnologia.

Ele não deve ser entendido como tratamento universal para toda olheira.

A avaliação define se faz sentido utilizá-lo e se deve ser associado a outros recursos.

Por que associar tratamentos?

Muitas olheiras são mistas.

Uma pessoa pode apresentar, ao mesmo tempo:

  • profundidade;

  • pigmentação;

  • alteração vascular;

  • perda de qualidade da pele.

Nesses casos, um único recurso pode não atuar em todos os fatores.

Por isso, a Boa Forma trabalha com a possibilidade de associação de tratamentos quando há indicação.

Associar não significa fazer mais procedimentos. Significa tratar causas diferentes de forma complementar.

O tratamento resolve definitivamente?

Nem sempre.

Uma das expectativas irreais mais comuns, segundo Simone, é acreditar que fazer um único tratamento trará uma solução definitiva.

Algumas características anatômicas, genéticas ou relacionadas ao envelhecimento continuam presentes ao longo do tempo.

Além disso, fatores como exposição solar, alergias, noites mal dormidas e falta de cuidados domiciliares podem interferir na aparência da região.

Por isso, manutenção e constância podem ser necessárias.

Os cuidados em casa fazem diferença?

Sim.

A Simone reforça que o uso diário de ativos adequados faz parte do tratamento.

Dependendo do caso, podem ser orientados produtos voltados para:

  • hidratação;

  • clareamento;

  • proteção da pele;

  • melhora da qualidade da região periocular.

O tratamento profissional e o home care devem atuar de forma complementar.

Quantas sessões são necessárias?

Não existe um número fixo para todas as pessoas.

O número de sessões depende de:

  • tipo de olheira;

  • tratamento escolhido;

  • resposta individual;

  • associação de técnicas;

  • rotina de cuidados.

Por isso, não utilizamos um protocolo universal.

Perguntas frequentes

Preenchimento resolve qualquer olheira?

Não. Ele pode ser indicado principalmente quando existe componente estrutural e profundidade, mas não trata todas as causas.

Olheira é sempre genética?

Não. A genética pode influenciar, mas pigmentação, vascularização, anatomia, alergias, sono e envelhecimento também podem participar.

Dormir melhor elimina as olheiras?

Pode melhorar quando o sono é um fator agravante, mas não necessariamente resolve olheiras estruturais ou pigmentares.

Laser serve para todas as olheiras?

Não. A indicação depende do tipo de olheira e das características da pele.

Existe resultado definitivo?

Nem sempre. Dependendo da causa, podem ser necessários manutenção e cuidados contínuos.

Conclusão

Olheiras não são uma condição única.

Elas podem ter origem estrutural, pigmentada, vascular, alérgica, comportamental ou mista.

Por isso, o primeiro passo não deve ser escolher um tratamento, e sim identificar a causa predominante.

Na Boa Forma Estética, o princípio permanece:

Cada pessoa é única e precisa de um planejamento individualizado.

Quando necessário, diferentes recursos podem ser associados para tratar aspectos distintos da região dos olhos.

Fontes e referências

Este conteúdo reúne a experiência clínica da Boa Forma Estética com evidências científicas recentes sobre olheiras e alterações da região infraorbital. As olheiras podem resultar de diferentes fatores — pigmentares, vasculares, estruturais e relacionados à qualidade da pele — que frequentemente coexistem. Por isso, não existe um único tratamento adequado para todos os casos, e a avaliação da causa predominante é parte fundamental do planejamento.

Beer J, Boghosian T, Sherif R, Montes J, Tosti A, Rohrich R, Beer K. What’s New With Under Eye Treatment: A Multispecialty Systematic Review of Recent Under Eye Treatments. Dermatologic Surgery, 2026.
Revisão sistemática multidisciplinar recente sobre alterações da região abaixo dos olhos. Analisa perda de volume, pigmentação, vascularização aparente e flacidez, além de diferentes modalidades de tratamento. O principal valor desta revisão para este artigo é reforçar que a escolha terapêutica deve ser orientada pela anatomia e pela causa predominante da alteração.

Pour Mohammad A, Zeinali R, Jafary P, et al. The First Systematic Review and Meta-Analysis of Pharmacological and Nonpharmacological Procedural Treatments of Dark Eye Circles (Periorbital Hyperpigmentations): One of the Most Common Cosmetic Concerns. Dermatologic Therapy, 2025.
Revisão sistemática e meta-análise de 33 estudos, envolvendo 1.320 pacientes. Avaliou lasers, peelings, preenchimentos, microagulhamento e outras abordagens. Embora vários tratamentos tenham apresentado resultados favoráveis, os autores encontraram heterogeneidade importante entre os estudos e ressaltam que ainda são necessários trabalhos maiores, comparativos e com acompanhamento mais longo.

Liu X, Gao Y, Ma J, Li J. The Efficacy and Safety of Hyaluronic Acid Injection in Tear Trough Deformity: A Systematic Review and Meta-analysis. Aesthetic Plastic Surgery, 2024.
Meta-análise de 31 estudos e 2.556 participantes sobre preenchimento com ácido hialurônico no sulco lacrimal. Os resultados sustentam seu uso em pacientes selecionados quando a depressão estrutural participa da aparência da olheira. Edema, equimoses, irregularidades de contorno e efeito Tyndall estão entre os eventos descritos. O preenchimento não deve ser apresentado como tratamento universal para qualquer tipo de olheira.

Baytaroğlu HN, Hoşal MB. Complications of Periorbital Cosmetic Hyaluronic Acid Filler Injections: A Major Review.Turkish Journal of Ophthalmology, 2025.
Revisão especificamente dedicada às complicações dos preenchimentos perioculares com ácido hialurônico. Discute desde edema, hematomas e irregularidades até complicações raras e potencialmente graves, incluindo comprometimento vascular e visual. Reforça a importância da anatomia, seleção do paciente, técnica e capacidade de reconhecer e manejar intercorrências.

Huang CM, Sheen YS, Liao YH. Nonablative Fractional 1927-nm Laser for Periorbital Rejuvenation: A Prospective, Double-Arm, Open-Label Trial. Journal of Cosmetic Dermatology, 2025.
Estudo prospectivo com 20 participantes avaliando laser fracionado não ablativo de 1927 nm na região periocular. Foram observadas melhoras em parâmetros de pigmentação e luminosidade, com efeitos transitórios como eritema, edema, sensibilidade e descamação. A amostra é pequena e o estudo recebeu financiamento empresarial, portanto seus resultados devem ser considerados promissores, mas não definitivos.

Quer entender qual é o seu tipo de olheira?

Uma avaliação personalizada permite identificar os fatores que mais influenciam sua olheira e quais cuidados ou tratamentos podem fazer sentido para o seu caso.

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