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Limpeza de pele: para que serve, quando fazer e quais cuidados ter

A limpeza de pele continua sendo um dos tratamentos mais conhecidos dentro de uma clínica de estética. Apesar de parecer simples, quando realizada profissionalmente ela vai muito além de lavar ou esfoliar o rosto.

Na Boa Forma Estética, seus principais objetivos são remover comedões — os conhecidos cravos — e preparar a pele quando existe indicação para outros cuidados ou tratamentos faciais.

Ela é especialmente procurada por pessoas com pele oleosa, tendência à formação de cravos ou acne, mas o protocolo precisa respeitar as características de cada pele.

O que é uma limpeza de pele profissional?

É um procedimento realizado em etapas para higienizar, preparar e cuidar da pele, permitindo a remoção controlada de comedões e miliuns quando presentes.

Dependendo da avaliação, o tratamento também pode incluir esfoliação, recursos de emoliência, hidratação e nutrição.

Isso é diferente da higienização diária feita em casa.

Os dois cuidados são importantes, mas possuem objetivos diferentes.

Para que serve a limpeza de pele?

Na experiência de Simone Rebouças, os principais objetivos são:

  • remover comedões;

  • remover miliuns quando houver indicação;

  • diminuir o acúmulo superficial de células;

  • melhorar a textura e a maciez da pele;

  • promover hidratação e cuidados adequados ao tipo de pele;

  • preparar uma pele que está há muito tempo sem cuidados para determinados tratamentos posteriores.

Uma boa limpeza não tem como objetivo deixar a pele “perfeita” nem impedir que novos cravos apareçam.

A pele continua produzindo oleosidade e passando por processos naturais continuamente.

Quem mais pode se beneficiar?

Na rotina da Boa Forma Estética, Simone Rebouças observa que a limpeza de pele pode ser especialmente indicada para pacientes com:

  • pele oleosa;

  • tendência à formação de comedões;

  • pele acneica, quando o quadro permite o procedimento;

  • pele há muito tempo sem cuidados profissionais.

Isso não significa que toda pele oleosa precise obrigatoriamente de limpeza mensal ou que uma pele seca nunca precise do procedimento.

A frequência e o protocolo são definidos pela avaliação.

Limpeza de pele e acne são a mesma coisa que tratamento de acne?

Não.

Esse é um ponto importante.

Uma pele com alguns comedões e oleosidade pode se beneficiar de uma limpeza profissional.

Já a acne inflamatória, especialmente quando existem muitas lesões inflamadas ou purulentas, exige maior cautela.

Na Boa Forma, Simone prefere não realizar uma limpeza convencional quando existe acne inflamatória intensa e orienta avaliação médica quando o quadro necessita de tratamento medicamentoso.

A limpeza pode atuar como recurso complementar em determinados casos, mas não substitui tratamento dermatológico da acne.

Como é realizada a limpeza de pele na Boa Forma?

O protocolo é adaptado às características da pele, mas pode envolver diferentes etapas.

Higienização

É feita a remoção adequada de resíduos, oleosidade, maquiagem e impurezas superficiais.

Esfoliação

Conforme a pele, pode ser realizada uma esfoliação ou peeling mecânico.

Na Boa Forma podem ser utilizados recursos como:

  • peeling de diamante;

  • peeling ultrassônico.

Nem toda pele recebe o mesmo recurso.

Emoliência

A emoliência prepara a pele para facilitar a extração.

A Boa Forma utiliza vapor durante essa etapa quando existe indicação.

Extração

É feita a remoção cuidadosa dos comedões e miliuns que podem ser extraídos com segurança.

O objetivo não é insistir até retirar absolutamente tudo.

A integridade da pele deve ser respeitada.

Alta frequência

Alta frequência continua fazendo parte do protocolo utilizado pela Boa Forma após determinadas extrações.

Simone Rebouças utiliza a alta frequência como recurso complementar nessa etapa do protocolo, quando existe indicação.

Estudos laboratoriais demonstraram atividade antimicrobiana de dispositivos de alta frequência, inclusive contra Cutibacterium acnes, bactéria envolvida na acne. Entretanto, essas evidências foram obtidas em laboratório, e ainda não está estabelecido se esse efeito antimicrobiano se traduz em benefício clínico relevante para pacientes com acne.

Por isso, a alta frequência deve ser entendida como recurso complementar do protocolo, e não como tratamento comprovado ou isolado para acne.

Hidratação e nutrição

A finalização é adaptada às necessidades da pele, buscando conforto, hidratação e melhora da qualidade superficial.

De quanto em quanto tempo fazer?

Não existe uma frequência universal.

Na experiência de Simone Rebouças na Boa Forma Estética, alguns intervalos podem servir como referência inicial:

  • pele oleosa ou seborreica: aproximadamente uma vez por mês;

  • pele seca: aproximadamente a cada dois meses.

Esses intervalos não são regras.

Uma pessoa com poucos comedões e boa rotina de cuidados pode necessitar de frequência diferente de alguém com oleosidade intensa e formação recorrente de cravos.

Por isso, a avaliação da pele vem antes do calendário.

Posso fazer limpeza de pele nas costas ou no colo?

Sim.

Embora o rosto seja a região mais lembrada, a limpeza também pode ser realizada em áreas como:

  • costas;

  • colo.

Ela pode ser considerada principalmente quando há oleosidade e formação de comedões nessas regiões.

O protocolo deve ser ajustado à área tratada.

Preciso fazer limpeza antes de qualquer tratamento facial?

Não.

Esse conceito mudou em relação à maneira como muitas pessoas entendiam a limpeza de pele no passado.

Segundo Simone Rebouças, a limpeza de pele pode ser especialmente útil antes de determinados tratamentos quando a pele:

  • está há muito tempo sem cuidados;

  • apresenta muitos comedões;

  • possui acúmulo de oleosidade;

  • precisa ser preparada para um planejamento posterior.

Mas uma pele bem cuidada não precisa obrigatoriamente passar por limpeza antes de todo procedimento facial.

Quais tratamentos podem vir depois?

Dependendo da avaliação e das características da pele, a limpeza pode fazer parte de um planejamento que posteriormente inclua hidratação, peelings ou outros tratamentos faciais voltados à qualidade da pele.

A associação não significa realizar vários procedimentos de forma indiscriminada. Cada tratamento deve ter uma finalidade e respeitar a condição da pele e o intervalo adequado entre as técnicas.

Posso trabalhar depois da limpeza de pele?

Na maioria dos casos, sim.

Essa é uma das perguntas mais frequentes na Boa Forma.

Após extrações, entretanto, é possível que a pele apresente temporariamente:

  • vermelhidão;

  • sensibilidade;

  • pequenos pontos mais aparentes nas regiões manipuladas.

A intensidade varia conforme a pele e a quantidade de extrações realizadas.

Por isso, é importante seguir as orientações fornecidas após o procedimento.

Limpar e esfoliar a pele em casa substitui a limpeza profissional?

Não necessariamente.

A higienização diária é indispensável para remover maquiagem, oleosidade e resíduos.

Mas fazer esfoliações repetidas ou tentar extrair cravos em casa não equivale a uma limpeza profissional.

Além disso, esfregar ou manipular excessivamente uma pele acneica pode aumentar a irritação. Dermatologistas recomendam uma rotina gentil de limpeza, evitando esfoliação agressiva e o hábito de espremer lesões.

Dormir com maquiagem faz diferença?

Sim.

Esse é um dos erros que Simone mais observa.

A maquiagem deve ser removida adequadamente antes de dormir, seguida de higienização compatível com o tipo de pele.

Além da limpeza, a rotina domiciliar deve considerar hidratação, proteção solar e produtos apropriados para cada pele.

Qual resultado esperar?

Segundo Simone Rebouças, após uma boa limpeza de pele, o paciente costuma perceber:

  • redução dos cravos que puderam ser extraídos;

  • nariz com aparência mais limpa;

  • pele mais macia;

  • textura agradável;

  • maior sensação de viço.

Mas os resultados não são permanentes.

Novos comedões podem se formar e a pele continuará necessitando de cuidados diários.

Perguntas frequentes

Limpeza de pele tira todos os cravos?

Nem sempre. Nem todo comedão deve ser retirado à força em uma única sessão. A segurança da pele vem primeiro.

Limpeza de pele trata acne?

Pode integrar o cuidado de determinadas peles acneicas, mas não substitui tratamento médico quando existe acne inflamatória relevante.

Pele seca precisa de limpeza?

Pode precisar, mas geralmente com objetivo, técnica e frequência diferentes de uma pele oleosa.

Posso fazer limpeza de pele todo mês?

Para algumas pessoas, sim. Na prática da Boa Forma, esse intervalo é comum em peles oleosas, mas a necessidade deve ser individualizada.

A pele fica muito vermelha?

Pode ocorrer vermelhidão temporária, principalmente quando há várias extrações. A resposta varia de pessoa para pessoa.

Limpeza de pele pode ser feita somente no rosto?

Não. Colo e costas também podem ser tratados quando apresentam indicação.

Conclusão

A limpeza de pele pode parecer um procedimento simples, mas sua qualidade depende de avaliação, técnica, higiene e respeito às características individuais.

Ela pode ajudar na remoção de comedões, melhorar a sensação e aparência da pele e fazer parte da preparação para determinados tratamentos.

Mas também possui limites.

Não substitui tratamento dermatológico de acne inflamatória e não elimina permanentemente a formação de cravos.

Como resume Simone Rebouças:

“A limpeza de pele faz parte dos cuidados com a higiene e a saúde da pele.”

O mais importante é combinar cuidado profissional com uma boa rotina diária em casa.

Fontes e referências

Este conteúdo reúne a experiência clínica da Boa Forma Estética com diretrizes e evidências científicas sobre acne, comedões e procedimentos utilizados como recursos complementares no cuidado da pele. A limpeza de pele profissional pode integrar uma rotina de cuidados em pacientes selecionados, mas não substitui diagnóstico e tratamento médico quando existe acne inflamatória moderada ou grave ou outra condição dermatológica.

Nast A, Al Wattar BH, Beylot Barry M, et al. Update of the EuroGuiDerm evidence-based guideline for the treatment of acne — Short version. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 2026.
Atualização recente de diretriz europeia baseada em evidências para tratamento da acne. Reforça que acne é uma doença inflamatória multifatorial e que seu manejo deve ser definido conforme gravidade e características clínicas, não apenas por procedimentos cosméticos.

Reynolds RV, Yeung H, Cheng CE, et al. Guidelines of Care for the Management of Acne Vulgaris. Journal of the American Academy of Dermatology, 2024.
Diretriz da American Academy of Dermatology sobre o manejo da acne vulgar. Serve de referência para diferenciar cuidados estéticos complementares do tratamento médico baseado em evidências.

Pour Mohammad A, Seirafianpour F, Jafarzadeh A, et al. A comprehensive systematic review on the efficacy, safety, tolerability, and relapse rates of modern procedural therapies for inflammatory and non-inflammatory acne vulgaris. Lasers in Medical Science, 2025.
Revisão sistemática ampla, com 160 estudos e mais de 8 mil participantes, sobre terapias procedimentais para acne. Mostra que peelings, tecnologias de luz, lasers e outros recursos podem atuar como complementos em situações selecionadas, mas há grande heterogeneidade entre protocolos e estudos.

Beutler K, Nowicka D, Gold MH, Chilicka-Hebel K. Procedural Treatments as Adjuncts in the Management of Acne Vulgaris: A Narrative Review. Journal of Cosmetic Dermatology, 2026.
Revisão recente sobre peelings químicos e mecânicos, tecnologias de luz e outros procedimentos complementares. Os autores reforçam que essas estratégias devem ser integradas a planos individualizados e que ainda faltam ensaios clínicos de melhor qualidade para padronizar diversos protocolos.

Frommherz L, Reinholz M, Gürtler A, et al. High-frequency devices effect in vitro: promissing approach in the treatment of acne vulgaris? Anais Brasileiros de Dermatologia, 2022.
Estudo laboratorial sobre dispositivos de alta frequência. Demonstrou efeitos antimicrobianos em condições experimentais, mas não constitui prova de eficácia clínica no tratamento da acne. É mantido nesta bibliografia especificamente para contextualizar esse recurso utilizado na prática estética.

Quer saber se sua pele está precisando de uma limpeza?

Uma avaliação personalizada permite identificar oleosidade, comedões, sensibilidade e outras características antes de definir o protocolo mais adequado.

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