A flacidez facial é uma das principais queixas de mulheres que percebem mudanças na aparência do rosto ao longo dos anos. Muitas descrevem essa sensação como “meu rosto está caindo”, “parece que derreteu” ou “perdi o contorno da face”.
Embora seja um processo natural do envelhecimento, a flacidez não acontece da mesma forma para todas as pessoas. Entender suas causas é o primeiro passo para escolher um tratamento adequado.
O que é a flacidez facial?
A flacidez facial ocorre quando a pele e os tecidos de sustentação perdem firmeza. Esse processo está relacionado à redução gradual da produção de colágeno e elastina, proteínas responsáveis pela resistência e elasticidade da pele.
Além disso, alterações naturais dos compartimentos de gordura, dos ligamentos faciais e da estrutura óssea também contribuem para a mudança do contorno do rosto.
Quando ela costuma aparecer?
Na experiência clínica da Simone Rebouças, muitas mulheres começam a perceber os primeiros sinais de flacidez a partir dos 40 anos.
Entretanto, fatores como genética, exposição solar, tabagismo, hábitos de vida e características individuais podem acelerar ou retardar esse processo.
O que acelera a flacidez?
exposição excessiva ao sol;
tabagismo;
algumas medicações, conforme avaliação individual;
envelhecimento natural;
oscilações importantes de peso;
rotina inadequada de cuidados com a pele.
É possível prevenir?
Embora não seja possível impedir completamente o envelhecimento, alguns hábitos ajudam a preservar a qualidade da pele:
utilizar protetor solar diariamente;
manter uma rotina adequada de hidratação da pele;
remover completamente a maquiagem ao final do dia;
utilizar ativos indicados para cada tipo de pele;
realizar tratamentos em clínica para estimular a produção de colágeno quando houver indicação profissional.

Existe um tratamento único?
Não.
Essa é uma das principais orientações da Simone Rebouças.
Cada pessoa apresenta um grau diferente de flacidez e necessidades específicas. Por isso, a avaliação individual é indispensável.
Dependendo das características da paciente, podem ser considerados recursos como radiofrequência, bioestimuladores de colágeno, tecnologias a laser e outros tratamentos que estimulem a produção natural de colágeno.
A escolha da melhor estratégia depende da avaliação clínica.
O erro mais comum
Uma dúvida frequente é acreditar que um único procedimento resolverá qualquer caso de flacidez.
Na prática, diferentes tratamentos possuem objetivos distintos. Em muitos casos, a associação de técnicas pode proporcionar um estímulo mais completo ao colágeno e melhores resultados ao longo do tempo.
A importância da constância
Outro ponto enfatizado pela Simone é que os resultados mais satisfatórios costumam ocorrer quando existe continuidade.
A saúde da pele é construída diariamente. Rotina de cuidados, acompanhamento profissional e tratamentos planejados ao longo do tempo tendem a oferecer resultados mais consistentes do que intervenções isoladas.
Perguntas frequentes
Tomar colágeno ajuda?
A suplementação pode fazer parte da estratégia para algumas pessoas, mas sua indicação deve considerar as características individuais e não substitui uma rotina adequada de cuidados nem os tratamentos indicados após avaliação.
Emagrecer pode aumentar a flacidez?
Perdas importantes de peso podem alterar o suporte dos tecidos faciais e contribuir para o aspecto de flacidez em algumas pessoas.
A flacidez é apenas genética?
Não. A genética influencia, mas fatores como exposição solar, tabagismo, envelhecimento e hábitos de vida também desempenham papel importante.
Pele seca significa pele flácida?
Não necessariamente. São condições diferentes, embora possam coexistir.
Conclusão
A flacidez facial faz parte do processo natural de envelhecimento, mas sua evolução varia de pessoa para pessoa.
Por isso, não existe um tratamento universal. O melhor caminho é uma avaliação individualizada, capaz de identificar as características de cada paciente e definir um plano de cuidados personalizado.
Na Boa Forma Estética, acreditamos que informação, acompanhamento e constância são fundamentais para promover resultados naturais e respeitar a individualidade de cada pessoa.
Fontes e referências
Este conteúdo reúne a experiência clínica da Boa Forma Estética com referências científicas atuais sobre envelhecimento facial, perda de firmeza, fatores ambientais e algumas das abordagens utilizadas para estímulo de colágeno. Os resultados e as indicações de tratamentos variam conforme as características individuais e a tecnologia empregada.
Dorf N, Maciejczyk M. Skin senescence—from basic research to clinical practice. Frontiers in Medicine, 2024.
Revisão sobre o envelhecimento da pele, incluindo alterações da matriz extracelular, colágeno e fibras elásticas e a influência conjunta de fatores intrínsecos e ambientais.
Kaltchenko MV, Chien AL. Photoaging: Current Concepts on Molecular Mechanisms, Prevention, and Treatment.American Journal of Clinical Dermatology, 2025.
Revisão atual sobre fotoenvelhecimento, seus mecanismos, perda de elasticidade e alterações estruturais provocadas pela exposição solar, além das principais estratégias de prevenção.
Nwaopara A, Woolery-Lloyd H. A Review of the Effects of Lifestyle Factors on Skin Aging. American Journal of Lifestyle Medicine, 2026.
Revisão recente sobre a influência de hábitos e estilo de vida no envelhecimento cutâneo, incluindo tabagismo, sono, alimentação, estresse e outros fatores modificáveis.
Atiyeh B, et al. Surgical Facial Rejuvenation Techniques: Are They All Scientifically Valid and Anatomically Justified?Plastic and Reconstructive Surgery – Global Open, 2025.
Revisão crítica da anatomia do envelhecimento facial. Destaca que alterações de gordura, ligamentos e estrutura óssea são complexas e que algumas explicações tradicionais sobre “queda” ou “deslocamento” dos tecidos ainda possuem evidências conflitantes.
Zhang B, Tan X, Zhang Q, Wu M. The Landscape of Radiofrequency Technology for Skin Rejuvenation. Health Science Reports, 2026.
Revisão sistemática sobre radiofrequência aplicada ao rejuvenescimento da pele, abordando mecanismos, diferentes modalidades e evidências clínicas. Os autores declaram não haver conflito de interesse.
Ferreira ACM, et al. Efficacy, Durability, and Safety of Collagen Biostimulators Based on Poly-L-Lactic Acid (PLLA) and Calcium Hydroxyapatite (CaHA) in the Face: A Systematic Review. Aesthetic Plastic Surgery, 2026.
Revisão sistemática especificamente sobre bioestimuladores à base de PLLA e hidroxiapatita de cálcio, avaliando eficácia, duração e segurança em tratamentos faciais.
Cada pessoa apresenta características e necessidades diferentes. Uma avaliação individualizada permite compreender as causas da flacidez facial e definir um plano de cuidados adequado.