Radiofrequência estética: como funciona, para que serve e quais são seus limites
A radiofrequência estética é uma tecnologia utilizada há anos em tratamentos voltados principalmente para flacidez e qualidade da pele.
Mas existe uma questão importante: radiofrequência não é simplesmente “aquecer a pele”.
O resultado depende da tecnologia utilizada, da região tratada, dos parâmetros escolhidos, das características dos tecidos e, principalmente, de uma indicação adequada.
Na Boa Forma Estética, em Santos, trabalhamos com radiofrequência em tratamentos faciais e corporais e temos experiência com diferentes equipamentos ao longo dos anos. Atualmente, o TECARE é o recurso preferencial da nossa prática, mas cada tratamento começa pela avaliação das necessidades individuais.
O que é radiofrequência estética?
A radiofrequência utiliza energia eletromagnética para promover aquecimento controlado dos tecidos.
Na estética, esse aquecimento é empregado principalmente em tratamentos que buscam melhorar características como:
- flacidez;
- firmeza;
- qualidade da pele;
- aspecto da celulite;
- algumas alterações do contorno corporal.
A resposta ao tratamento não depende apenas do calor percebido na superfície.
Diferentes equipamentos trabalham com frequências, potências, aplicadores e formas de transferência de energia diferentes. Por isso, dois tratamentos chamados de “radiofrequência” podem não ser tecnicamente iguais.
Revisões científicas encontram melhora mensurável da flacidez facial e corporal com diferentes sistemas de radiofrequência, embora exista grande variação entre equipamentos e protocolos estudados.
Como a radiofrequência atua na flacidez?
O aquecimento controlado provoca uma resposta nos tecidos que pode favorecer remodelamento do colágeno e melhora progressiva da firmeza e da qualidade da pele.
Esse processo ajuda a explicar uma característica fundamental do tratamento:
o resultado relacionado ao colágeno não deve ser considerado imediato.
Na experiência da Boa Forma, essa é uma das expectativas que mais precisam ser esclarecidas durante a avaliação.
É possível perceber algumas mudanças durante a evolução do tratamento, mas a resposta biológica relacionada ao remodelamento do colágeno acontece ao longo do tempo.
Estudos histológicos também demonstram alterações na síntese e no conteúdo de colágeno após determinadas modalidades de radiofrequência não invasiva.
Toda flacidez é igual?
Não.
Esse é um dos pontos que consideramos importantes durante a avaliação.
Na prática clínica da Boa Forma, diferenciamos principalmente situações em que predomina a flacidez dos tecidos daquelas em que também existe um componente muscular relevante.
A radiofrequência tem atuação principalmente sobre os tecidos relacionados à qualidade e à firmeza da pele.
Quando existem outros componentes envolvidos, um único recurso pode não ser suficiente e o planejamento pode exigir associação com outros tratamentos.
Por isso, dizer simplesmente que alguém “tem flacidez” não é suficiente para determinar o melhor procedimento.
Radiofrequência facial: para que utilizamos?
Na Boa Forma, a principal indicação facial da radiofrequência é a flacidez.
Também podemos utilizá-la com o objetivo de contribuir para:
- melhora da firmeza;
- melhora da qualidade da pele;
- estímulo relacionado ao remodelamento de colágeno;
- tratamento de regiões selecionadas de acordo com a avaliação.
A literatura sobre rejuvenescimento facial mostra resultados favoráveis para parâmetros como flacidez, elasticidade, textura e firmeza, mas os resultados variam conforme tecnologia, protocolo e paciente.
Por isso, não apresentamos a radiofrequência como substituta automática de procedimentos invasivos ou cirúrgicos.
Cada tecnologia possui indicações e limites diferentes.
E no corpo?

Na estética corporal, utilizamos a radiofrequência principalmente dentro de protocolos voltados para:
- flacidez;
- qualidade da pele;
- celulite;
- determinadas áreas de gordura localizada;
- situações selecionadas de pós-operatório.
É importante fazer uma distinção.
Radiofrequência não significa eliminação de toda gordura localizada.
Ela pode participar de estratégias corporais e alguns estudos demonstram benefícios em medidas relacionadas à celulite e ao tecido subcutâneo, mas isso não permite prometer desaparecimento da gordura ou da celulite para todos os pacientes.
Radiofrequência pode ser usada no pós-operatório?
Pode fazer parte de alguns protocolos, mas não é indicada automaticamente para todo pós-operatório e nem em qualquer fase da recuperação.
Antes de utilizar o recurso, avaliamos:
- procedimento realizado;
- estágio da recuperação;
- condição dos tecidos;
- sensibilidade da região;
- objetivo do tratamento;
- liberação do médico responsável e respeito às orientações da equipe cirúrgica
A fase correta é tão importante quanto a escolha da tecnologia.
Quantas sessões são necessárias?
Não existe um número universal.
Na experiência da Simone Rebouças na Boa Forma, um protocolo frequentemente utilizado pode envolver cerca de oito sessões, com intervalos próximos de quinze dias.
Isso não significa que todas as pessoas devam realizar exatamente oito sessões.
Camila Rebouças ressalta que quantidade e intervalo dependem do objetivo, da região, da tecnologia utilizada e da evolução de cada paciente.
Essa individualização também é coerente com a literatura científica: os estudos de radiofrequência utilizam parâmetros e protocolos bastante diferentes, o que impede estabelecer uma única programação válida para todos.
A radiofrequência precisa aquecer?
Sim. O aquecimento faz parte do mecanismo utilizado por essas tecnologias.
Na experiência da Simone, determinados protocolos trabalham em torno de 39 a 40 °C, sempre considerando a sensibilidade individual.
Isso também não deve ser interpretado como uma temperatura obrigatória para qualquer equipamento ou tratamento.
Camila destaca que os parâmetros são definidos considerando:
equipamento + região + objetivo + características do paciente + resposta dos tecidos.
Durante a aplicação, o aquecimento precisa ser monitorado.
E existe um princípio importante:
mais quente não significa melhor resultado.
Uma revisão sistemática sobre radiofrequência e rejuvenescimento encontrou temperaturas superficiais entre aproximadamente 38 °C e 44 °C nos estudos avaliados, ao mesmo tempo em que identificou grande variação nos demais parâmetros.
O que é o TECARE?

O TECARE é um dos equipamentos utilizados pela Boa Forma para aplicações de radiofrequência e tecarterapia.
Ele permite trabalhar com diferentes configurações, regiões e formas de aplicação.
A experiência da clínica com o equipamento inclui tratamentos faciais e corporais e técnicas nas quais a transferência de energia pode ser integrada às manobras realizadas pelo profissional.
As gravações do programa Dicas de Beleza documentam parte dessa experiência prática da Boa Forma com o TECARE.
Atualmente, Simone relata preferência pelo TECARE porque considera o procedimento mais ágil e observa boa resposta clínica em sua rotina.
Isso é uma experiência da Boa Forma, e não significa que um equipamento seja universalmente superior a qualquer outro sistema de radiofrequência.
A Boa Forma utiliza apenas o TECARE?

Não.
A experiência da clínica com radiofrequência é anterior ao TECARE.
A Boa Forma também possui o New Shape RF System, da Bioset, equipamento dedicado à radiofrequência estética que faz parte de sua trajetória com essa tecnologia.
Com a evolução dos recursos disponíveis na clínica, o TECARE passou a ocupar posição predominante nos protocolos atuais relatados pela Simone.
Esse histórico é importante porque nossa experiência com radiofrequência não está baseada apenas no uso recente de um único equipamento.
Como o TECARE pode ser associado às manobras manuais?

O TECARE permite diferentes formas de trabalho.
Na experiência documentada da Boa Forma, a tecnologia pode ser integrada às manobras realizadas pelo profissional, combinando a transferência de energia com movimentos específicos durante determinados protocolos.
Essa possibilidade aparece tanto nos tratamentos corporais quanto nas demonstrações faciais realizadas pela equipe.
A escolha da técnica depende do objetivo do atendimento e da região tratada.
A radiofrequência pode melhorar celulite?
Pode fazer parte de protocolos para melhora do aspecto da celulite, mas é importante não prometer desaparecimento completo.
Celulite é uma condição multifatorial e pode apresentar graus e características diferentes.
Uma revisão sistemática de estudos randomizados identificou resultados promissores para radiofrequência entre as diferentes modalidades analisadas, mas isso não transforma a tecnologia em solução única ou definitiva.
Na Boa Forma, avaliamos a necessidade de associação com outros recursos quando necessário.
Radiofrequência íntima também existe?
Sim.
Determinadas tecnologias de radiofrequência possuem aplicações voltadas para a região íntima.
Na experiência da Boa Forma, porém, essa é uma aplicação bem menos procurada que os tratamentos faciais e corporais.
Quando indicada, a utilização depende da região, tecnologia disponível, objetivo e avaliação individual.
Não utilizamos a expressão “radiofrequência íntima” para fazer promessas genéricas sobre função sexual, incontinência ou rejuvenescimento vaginal. Cada indicação precisa estar tecnicamente relacionada ao equipamento e ao tratamento realmente realizado.
Quem não deve fazer radiofrequência?
A indicação começa pela avaliação.
Entre as situações consideradas pela equipe estão gestação, dispositivos eletrônicos implantados, alterações importantes da sensibilidade, lesões ou infecções na área de tratamento.
Na rotina da Boa Forma, também adotamos uma conduta conservadora durante tratamentos de quimioterapia ou radioterapia e quando existem pinos ou placas metálicas na região ou muito próximas dela.
A presença de uma condição clínica não deve ser analisada isoladamente por uma lista encontrada na internet. Equipamento, localização, histórico e condição individual precisam ser avaliados antes do procedimento.
Radiofrequência convencional é a mesma coisa que radiofrequência microagulhada?
Não.
Essa diferença é importante.
Os equipamentos abordados neste artigo utilizam radiofrequência não invasiva aplicada externamente.
Na radiofrequência microagulhada, a energia é entregue através de microagulhas introduzidas na pele.
São tecnologias diferentes.
Portanto, resultados de estudos sobre radiofrequência microagulhada não devem ser automaticamente atribuídos ao TECARE, New Shape ou a qualquer aparelho de radiofrequência externa.
Radiofrequência dá resultado imediato?
Essa é uma das perguntas que mais precisam de alinhamento de expectativa.
O tratamento pode produzir percepções iniciais, mas a melhora relacionada ao remodelamento do colágeno é progressiva.
Por isso, avaliar todo o resultado imediatamente após uma aplicação pode gerar uma expectativa equivocada.
Simone costuma explicar aos pacientes que é necessário permitir que o organismo responda ao estímulo antes de avaliar a evolução.
Radiofrequência elimina gordura localizada?
Não devemos apresentar o tratamento dessa forma.
Em situações selecionadas, a radiofrequência pode participar de protocolos voltados ao contorno corporal e pequenas áreas de gordura localizada.
Mas acreditar que ela elimina toda gordura é uma expectativa irreal.
O planejamento precisa considerar qual é o problema predominante: gordura, flacidez, celulite, qualidade da pele ou uma combinação desses fatores.
Qual é o melhor tratamento para flacidez?
Não existe uma resposta única.
Uma pessoa pode apresentar flacidez leve predominantemente cutânea. Outra pode apresentar excesso de pele, alterações estruturais ou componente muscular associado.
Além da radiofrequência, hoje existem diversas tecnologias e procedimentos para estímulo de colágeno e tratamento da flacidez.
A indicação depende do grau da alteração, região, idade biológica dos tecidos, expectativas e características individuais.
É justamente por isso que avaliação vem antes da escolha do equipamento.
Conclusão
A radiofrequência estética pode ser uma importante aliada no tratamento da flacidez e na melhora da qualidade da pele quando existe indicação adequada.
Na Boa Forma Estética, acumulamos experiência com diferentes equipamentos de radiofrequência e atualmente utilizamos principalmente o TECARE, integrado a protocolos faciais e corporais conforme a necessidade de cada paciente.
Nosso princípio é evitar duas simplificações: prometer que toda flacidez será resolvida pela radiofrequência e transformar parâmetros como temperatura ou número de sessões em uma receita igual para todos.
O tratamento precisa respeitar a tecnologia utilizada, os tecidos, a sensibilidade e os objetivos de cada pessoa.
Quer saber se a radiofrequência é indicada para você?
Uma avaliação permite identificar o tipo e o grau da flacidez, analisar a qualidade da pele e decidir se a radiofrequência isolada ou associada a outros tratamentos faz sentido para o seu caso.
Simone Rebouças
Boa Forma Estética — Santos/SP
Revisão técnica:
Camila Rebouças — Cosmetóloga Biomédica Esteta, CRBM1-SP
Fontes e referências científicas
Conteúdo elaborado a partir da experiência clínica da Boa Forma Estética com radiofrequência, incluindo os equipamentos New Shape RF System e TECARE HTM, e complementado por literatura científica.
Autoria: Simone Rebouças
Revisão técnica: Camila Rebouças — Cosmetóloga Biomédica Esteta, CRBM1-SP
Revisão sistemática de modalidades para celulite — inclui resultados de radiofrequência.