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Depilação a laser: como funciona, quantas sessões são necessárias e o resultado é definitivo?

A depilação a laser é um dos tratamentos mais procurados por quem deseja reduzir os pelos de forma prolongada.

Mas ainda existem muitas dúvidas:

  • dói?
  • quantas sessões são necessárias?
  • pode pegar sol?
  • todos os pelos respondem?
  • o resultado é realmente definitivo?

Na Boa Forma Estética, a resposta começa pela avaliação da pele, das características do pelo, da região tratada e da expectativa de cada pessoa.

A tecnologia ajuda, mas não existe um protocolo único que funcione da mesma maneira para todos.

Como funciona a depilação a laser?

O princípio básico é a absorção da energia luminosa pela melanina presente no pelo.

Essa energia é transformada em calor e atua sobre estruturas do folículo relacionadas ao crescimento do pelo.

Por isso, pelos mais escuros, que possuem maior quantidade de melanina, tendem a responder melhor ao tratamento.

O objetivo não é simplesmente “queimar o pelo”. É entregar energia de maneira controlada, buscando atingir o alvo sem provocar dano desnecessário à pele.

Qual equipamento utilizamos na Boa Forma Estética?

Na Boa Forma Estética utilizamos o Ácrus, da HTM, com aplicador Triple Wave.

O equipamento trabalha com emissão simultânea de três comprimentos de onda:

  • 755 nm — Alexandrite
  • 808 nm — Diodo
  • 1064 nm — Nd:YAG

A HTM informa que o Ácrus possui registro ANVISA 80212480029, informação que também está presente na etiqueta do equipamento utilizado pela clínica. O equipamento possui ainda sistema de resfriamento Cryocooling MAXX. HTM Eletrônica

O que significa Triple Wave?

Os diferentes comprimentos de onda possuem características distintas de absorção pela melanina e profundidade de penetração.

Na prática:

  • 755 nm apresenta maior afinidade pela melanina;
  • 808 nm é bastante utilizado em diferentes situações de epilação;
  • 1064 nm possui menor absorção relativa pela melanina epidérmica e maior profundidade de penetração.

Isso aumenta a versatilidade da plataforma.

Mas existe uma ressalva importante: ter três comprimentos de onda não elimina a necessidade de avaliar fototipo, espessura e cor do pelo, região, exposição solar e parâmetros utilizados.

Pessoas de pele negra podem fazer depilação a laser?

Podem, desde que a tecnologia e os parâmetros sejam apropriados ao fototipo e exista avaliação adequada.

Quanto maior a quantidade de melanina presente na pele, maior é a necessidade de cuidado para evitar que parte excessiva da energia seja absorvida pela epiderme.

A literatura destaca maior risco de complicações pigmentares e térmicas nos fototipos mais altos quando o tratamento não é devidamente ajustado. PubMed

Por isso, “serve para todos os fototipos” não deve ser interpretado como “o mesmo protocolo serve para todo mundo”.

Pele bronzeada pode fazer depilação a laser?

Esse ponto exige cautela.

A própria HTM divulga comercialmente o Ácrus como equipamento capaz de atender inclusive peles bronzeadas. HTM Eletrônica

Mas, na prática clínica da Boa Forma, pele bronzeada é avaliada com maior cuidado, porque o aumento da melanina epidérmica pode aumentar o risco de queimadura ou alterações de pigmentação.

Por isso, se a pele estiver muito bronzeada ou tiver ocorrido exposição solar recente, a sessão pode precisar ser adiada.

Essa é uma situação em que a segurança deve prevalecer sobre a promessa comercial do equipamento.

Quais pelos respondem melhor?

Em geral, pelos mais escuros e com maior quantidade de melanina apresentam melhor resposta.

Pelos grossos também costumam responder bem, porque oferecem um alvo pigmentado mais evidente para o laser.

Mas a resposta depende da associação entre:

  • cor do pelo;
  • espessura;
  • profundidade;
  • região;
  • fototipo;
  • parâmetros;
  • fase do ciclo de crescimento.

E pelos claros, ruivos, brancos ou grisalhos?

Não respondem da mesma forma.

Pelos brancos e grisalhos possuem pouca ou nenhuma melanina, portanto oferecem pouco alvo para a energia do laser.

Pelos muito loiros ou ruivos também podem apresentar resposta inferior ou variável.

Por isso, a afirmação de que o laser “remove qualquer tipo de pelo” é tecnicamente inadequada.

Por que são necessárias várias sessões?

Porque os pelos não estão todos na mesma fase do ciclo de crescimento ao mesmo tempo.

O laser apresenta melhor resposta quando encontra o pelo em uma fase adequada para atingir a estrutura folicular.

Como apenas uma parte dos pelos está nessa condição em cada sessão, o tratamento precisa ser realizado ao longo do tempo.

Essa é uma das razões pelas quais não existe um número universal de sessões.

Quantas sessões são necessárias?

Não existe um número mágico.

A quantidade pode variar conforme:

  • região;
  • fototipo;
  • cor e espessura do pelo;
  • fatores hormonais;
  • idade;
  • resposta individual;
  • regularidade do tratamento.

Na experiência da Boa Forma, alguns pacientes percebem mudanças já nas primeiras sessões, o que costuma aumentar a motivação para continuar o tratamento.

Isso, porém, não significa que uma ou duas sessões sejam suficientes para eliminar todos os pelos.

Depilação a laser é definitiva?

A expressão “depilação definitiva” pode gerar uma expectativa inadequada.

O termo mais correto é falar em:

redução progressiva e duradoura dos pelos.

Uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados encontrou redução de pelos em longo prazo com Alexandrite, diodo e Nd:YAG, mas identificou apenas cinco estudos adequados, totalizando 223 participantes. Os resultados variaram bastante entre tecnologias e regiões tratadas. PubMed

Portanto, existe evidência de redução prolongada, mas isso não equivale a garantir que nenhum pelo voltará a aparecer durante toda a vida.

Os pelos podem voltar?

Alguns podem.

Questões hormonais, idade, medicamentos, características individuais e alterações do organismo podem influenciar o crescimento.

Além disso, folículos que estavam inativos durante determinado período podem entrar em atividade posteriormente.

Por esse motivo, algumas pessoas podem precisar de sessões de manutenção ao longo do tempo.

A frequência não deve ser definida previamente como regra fixa de seis meses ou um ano. Ela depende da evolução individual.

Pode usar lâmina entre as sessões?

Sim.

A lâmina remove apenas a parte externa do pelo e preserva a estrutura dentro do folículo.

Por isso, costuma ser a opção indicada para controlar o crescimento entre sessões.

E cera ou pinça?

Não são recomendadas durante o tratamento.

Cera e pinça arrancam o pelo pela raiz, eliminando temporariamente justamente a estrutura pigmentada que o laser precisa encontrar.

Por isso, o ideal é não utilizar métodos que removam o pelo do folículo durante o protocolo.

A depilação a laser dói?

A sensação varia de pessoa para pessoa e também conforme região, quantidade de pelos, potência e parâmetros utilizados.

Pode haver sensação de calor, picadas ou desconforto transitório.

O Ácrus possui sistema de resfriamento da ponteira, que ajuda a reduzir a sensação térmica e também contribui para proteção da superfície da pele. HTM Eletrônica

Eu evitaria, porém, utilizar a palavra “indolor”, mesmo sendo usada comercialmente pelo fabricante, porque percepção de dor é individual.

Quais reações podem ocorrer depois da sessão?

É possível ocorrer temporariamente:

  • vermelhidão discreta;
  • sensação de calor;
  • sensibilidade;
  • pequenos pontos avermelhados ao redor dos pelos.

Essas manifestações costumam ser transitórias.

Por outro lado, bolhas, queimaduras, crostas ou alterações importantes de pigmentação não devem ser consideradas reações banais e precisam ser avaliadas.

Depilação a laser pode causar queimadura?

Sim.

Qualquer tecnologia que entregue energia térmica à pele possui potencial de causar lesão se os parâmetros, indicação ou técnica forem inadequados.

O risco aumenta quando existem fatores como:

  • pele bronzeada;
  • fototipo alto sem ajuste adequado;
  • parâmetros excessivos;
  • exposição solar;
  • falhas de resfriamento ou técnica.

A literatura reforça que fototipos mais altos exigem maior cautela e experiência profissional.

O laser pode provocar mais pelos?

Existe uma intercorrência incomum chamada hipertricose paradoxal.

Ela ocorre quando, em vez de redução, aparece aumento ou transformação de pelos em determinada região.

Uma revisão sistemática e meta-análise com 9.733 pacientes encontrou prevalência agrupada de aproximadamente 3%, mas com grande heterogeneidade entre estudos. O fenômeno ficou fortemente concentrado em face e pescoço; fora dessas regiões ocorreu em apenas 0,08% dos casos. PubMed

Por isso, principalmente em áreas faciais, a indicação deve ser criteriosa.

O rosto pode ser tratado?

Pode, em casos bem indicados.

Regiões frequentemente procuradas incluem:

  • buço;
  • queixo;
  • costeletas;
  • outras áreas faciais selecionadas.

No rosto, porém, a avaliação precisa ser especialmente cuidadosa por causa de fatores hormonais e do risco de hipertricose paradoxal.

Nem todo pelo fino de face é necessariamente um bom alvo para laser.

Quais regiões do corpo podem ser tratadas?

Entre as áreas mais procuradas estão:

  • axilas;
  • virilha;
  • pernas;
  • braços;
  • abdômen;
  • costas;
  • tórax.

A possibilidade técnica não significa que todas as regiões ou todos os pelos tenham a mesma resposta.

Homens e mulheres respondem da mesma maneira?

Não necessariamente.

Nos homens, algumas regiões apresentam pelos mais grossos e forte influência hormonal, como barba, tórax e costas.

Nas mulheres também podem existir áreas com influência hormonal importante, principalmente na face.

Cada região possui ciclos de crescimento e características próprias.

Quando a sessão deve ser adiada?

A avaliação pode indicar adiamento ou contraindicação quando existe, por exemplo:

  • bronzeamento recente;
  • exposição solar relevante;
  • infecção local;
  • feridas;
  • inflamação;
  • uso de determinados medicamentos fotossensibilizantes;
  • condições clínicas que aumentem o risco.

Não existe uma única lista universal. A anamnese individual é indispensável.

Por que a proteção ocular é importante?

Lasers utilizados para depilação trabalham com comprimentos de onda capazes de causar danos oculares.

Por isso, operador e paciente devem utilizar proteção ocular apropriada ao equipamento e ao comprimento de onda utilizado.

O próprio Ácrus acompanha óculos específicos para operador e paciente, conforme documentação do fabricante.

O equipamento faz toda a diferença?

A tecnologia importa, mas não trabalha sozinha.

Um equipamento com diferentes comprimentos de onda pode ampliar as possibilidades de tratamento.

Entretanto, resultado e segurança também dependem de:

  • avaliação;
  • parâmetros;
  • treinamento;
  • conhecimento da pele e do pelo;
  • identificação de contraindicações;
  • acompanhamento da resposta.

Como explica Camila Rebouças:

“Laser não é simplesmente ‘queimar o pelo’. Existe toda uma avaliação de pele, pelo e parâmetros para conseguir um resultado seguro e eficaz.”

O que a ciência mostra atualmente?

A depilação a laser possui base científica consolidada para redução prolongada dos pelos, especialmente com lasers Alexandrite, diodo e Nd:YAG.

Mas isso não significa que exista evidência para prometer eliminação total e permanente em todas as pessoas.

A revisão sistemática disponível para resultados de longo prazo encontrou poucos ensaios clínicos adequados e grande variação nos percentuais de redução. PubMed

Também existem riscos reconhecidos, principalmente alterações pigmentares e térmicas em determinados fototipos, além da possibilidade pouco frequente de hipertricose paradoxal. PubMed

Portanto, a interpretação mais correta é:

depilação a laser é uma tecnologia eficaz para redução progressiva e prolongada dos pelos, mas resposta, número de sessões e necessidade de manutenção variam individualmente.

Conclusão

A depilação a laser pode reduzir significativamente quantidade, espessura e velocidade de crescimento dos pelos.

Mas não devemos apresentar o tratamento como uma promessa de que “todos os pelos desaparecerão para sempre”.

Na Boa Forma Estética, a indicação considera fototipo, características do pelo, região, exposição solar e resposta individual antes de definir o protocolo.

Como Simone Rebouças observa na rotina da clínica, três perguntas aparecem constantemente: se dói, quantas sessões serão necessárias e se os pelos realmente vão acabar.

A resposta mais correta é que o tratamento pode proporcionar uma redução importante e duradoura, mas a evolução é individual.

Fontes e referências

Bäumler W. et al. — Efficacy of lasers and light sources in long-term hair reduction: a systematic review. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2022.
Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados com acompanhamento compatível com ciclos de crescimento dos pelos. Encontrou evidência de redução prolongada com Alexandrite, diodo e Nd:YAG, mas somente cinco estudos elegíveis e 223 participantes.

Snast I. et al. — Paradoxical Hypertrichosis Associated with Laser and Light Therapy for Hair Removal: A Systematic Review and Meta-analysis. American Journal of Clinical Dermatology. 2021.
Meta-análise com 9.733 pacientes sobre hipertricose paradoxal. Encontrou prevalência agrupada de 3%, com predominância marcante em face e pescoço.

Complications of dermatologic lasers in high Fitzpatrick phototypes and management: an updated narrative review. Lasers in Medical Science. 2024.
Revisão atualizada sobre complicações em fototipos IV a VI, reforçando maior necessidade de cautela, experiência e parâmetros adequados em peles mais pigmentadas.

Quer saber se a depilação a laser é indicada para você?

Na Boa Forma Estética, avaliamos fototipo, características do pelo, região e histórico de exposição solar antes de definir o tratamento.

Agende sua avaliação personalizada e conheça o protocolo mais adequado para o seu caso.

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